Imagem capa - Experiências do Câncer por Renato Neves
Outubro Rosa

Experiências do Câncer

Estas mulheres abriram seus corações, e contaram suas experiências na luta contra o Câncer. Conheça um pouco de suas histórias de vida e superação.  Câncer tem cura!



Maria Célia - 44 anos, estudante de direito.

"Fui diagnostica com câncer em junho de 2016, a princípio achei que ia morrer. Não iria terminar minha faculdade, não ia ver a minha neta crescer, não ia continuar amando o meu pedacinho Samuka. Mas a fé que eu já tinha triplicou, eu me entreguei nas mãos do Deus do impossível, que com a ajuda dos médicos me curou... Gratidão!"



Cris – 49 anos, recepcionista.

"Descobri o câncer em novembro de 2015, em estágio inicial, fiz adenomastectomia, onde é retirada apenas a região comprometida.

Pra falar a verdade não me abalei. Acredito que isso fez toda á diferencia no meu tratamento.

Fiz a cirurgia seguida de quimioterapia, com 15 dias meus cabelos foram ao chão com ajuda da maquininha... foi o único momento que falei tenho câncer porque mexeu com a minha autoestima.  Mas foi só naquele momento, depois vida que segue. Usei peruca, abusei muito dos lenços, o qual amo até hoje.

Ahhh... pratiquei atividade física durante meu tratamento, ia de lenço para academia treinar, isso me ajudou muito e ajuda até hoje.

No momento estou sem revidiva. Voltei ao trabalho esse ano e continuo o tratamento com o tamoxifeno, exames mais exames. Costumo dizer que faço parte de dois mundos... Do mundo que todos conhecem, e o mundo do câncer, que só quem tem ou teve sabe o que é.

Esse câncer me fez renascer, mudou a minha vida, me fez rever conceitos e continua a me ensinar. ...E vida que segue... com rotina de exames sempre esperando o melhor resultado. Porque eu acredito que a mente tem poder sobre nosso corpo, então temos que ter pensamento positivo e Deus no controle."


Maria Lúcia – 38 anos, vigilante.

"Vou começar pelo meu sonho... Sonho de ser mãe. Casei cedo mais não quis filhos, por questões de problemas psicológicos, pois fui vítima de pedofilia na minha infância. Cresci dizendo que não queria filhos, daí aos 34 anos mais ou menos eu resolvi tentar ser mãe e devido à idade e por conselho do meu médico decidimos fazer uma inseminacão em vidro.

Estava tudo certo com os exames. No início de 2014 eu fiz uso de hormônio para acelerar a ovulação, mesmo o médico explicando que aqueles remédios poderiam acelerar o aparecimento de tumores. Eu aceitei arriscar, pois estava pronta para ser mãe.

Fiz uso dos tais medicamentos por 2 meses (5 comprimidos por mês, totalizando 10), foi o prazo suficiente para perceber que tinha algo errado um dos meus seios, estava muito alterado, mas eu nem lembrava do que o médico.

Certo dia numa festa família, um dos meus irmãos me deu um abraço bem apertado como de costume, daqueles que quebra as costelas da gente... eu senti uma DOR horrível, exageradamente preocupante, foi então que lembrei sobre o que o médico havia falado em relação ao uso daqueles medicamentos, eles acelerariam o aparecimento de tumores. Corri para ler a bula do medicamento e me assustei, lá dizia que a medicação acelerava carcinomas. Daí eu pesquisei sobre esse nome que eu mal conhecia e corri para o médico, na mesma hora fui encaminhada para fazer vários exames.

Fiz tudo no mesmo dia. Mamografia, ultrassom, pulsão...

Impressionante... Foram 10 comprimidos, cinco em cada mês, o suficiente para a aceleração do crescimento de um tumor carcinoma metastático localmente avançado, muitíssimo agressivo... foi um choque, porém encarei da melhor forma possível. Depois de 25 dias com o resultado da biópsia em mãos fui encaminhada para o Instituto do câncer, ICESP.

O CÂNCER ME TROUXE DE PRESENTE AGUMAS CERTEZAS...

Que as pessoas que eu confiava não existiam... era tudo mentira! A maioria se afastou. Descobri que não tinha amigos, nem família, mais sim colegas e parentes. Hoje consigo lidar de boa com isso, mas na época sofri bastante.

Agora vivo exclusivamente para mim... fiz mastectomia total radical, com esvaziamento das axilas, saí com reconstrução da mama, tratei com quimioterapia, radioterapia e fiquei careca. Ainda falta fazer reparos para melhorar a aparência, colocar o bico e fazer tatuagem. Faço uso de hormonioterapia, previstos para aproximadamente de 5 há 10 anos, dependendo do protocolo de acompanhamento. Nesse período não posso engravidar, então presumo que não serei mãe."



Diva - 43 anos, contadora.

"Bom...tinha dores no braço e fazia exames periódicos mais nunca apareceu nódulos na mama. A dor no braço que foi confundida com tendinite (pelo fato de digitar muito) tomei muito analgésico até que um dia o braço inchou e os exames mais detalhados e janeiro de 2013 e apresentaram o tumor interno de 13 cm, o câncer de mama. Fiz quimios e rádios até a cirurgia, mastectomia (radical da mama esquerda) ... Em 2016 descobri um tumor novo no ovário que tomou os dois, tanto da direita quanto da esquerda e com a cirurgia de retirada dos ovários veio a confirmação da metástase da mama, daí fui novamente fazer as quimios... hoje já estou a 10 meses sem quimios.

Até o momento os todos exames de busca não encontraram mais nenhum tumor!!!

Estou ótima ...rsrs ainda tomo anastrozol, (hormonoterapia), tramal quando estou mais ruinzinha kkk no geral estou ótima!!!"



Adê - 31 anos. 

"Em julho de 2013 minha filha bateu com o braço no meu peito e eu descobri um carocinho bem pequenininho. Daí passado um mês ele continuava lá. Então fui ao médico e fiz uma ultrassonografia, passei com um mastologista e ele mal me examinou e um carocinho  muito pequeno e benigno, mandou eu voltar depois de 6 meses para novos exames. Voltei para casa despreocupada e após 4 meses o carocinho virou um caroçâo. Foi aí que fiz novos exames e constatou maligno.  Foi diagnosticada em 2014 com câncer de mama muito agressivo e fiz quimioterapia logo de início, depois fiz cirurgia e radioterapia.  Agora estou curada, pois minha fé em Deus desde então só aumenta. Farei uso de tamoxifeno  por 10 anos. Fui curada em nome de Jesus! AMÉM."


Sônia Maria – 66 anos, aposentada.

"Tive o diagnóstico de câncer de mama em 2009, aos 57 anos. Triste e muito preocupada, mas ao mesmo tempo agradecida pelo diagnóstico precoce, pois pude correr atrás de tratamentos e fiz seis cirurgias, que melhoraram minha qualidade de vida. Contei com o apoio de amigos e familiares para chegar até aqui, sem descuidar e sempre com muita esperança, fé e força para continuar lutando e nunca, jamais desistir! Senhor agradeço pela vida!!!"


Carol – 35 anos, assistente de maternal.

"Em 2015 eu descobri o primeiro câncer e em maio de 2016 fiz mastectomia. Passado 1 mês do término das radioterapias descobri que estava com metástase cerebral, pulmão e na pele. Nesse segundo diagnóstico confesso que sofri um pouco pois pensei que poderia deixar minhas filhas e marido, mas decidi encarar novamente esse fardo com muito mais Fé em Deus e acreditando que a Cura está próxima."


Adriana – 42 anos, vendedora.

"Descobri o câncer em agosto desse ano por acaso, num simples exame de rotina. Fui para fazer um exame de papanicolau e pedi para fazer um checkup, daí surgiu à oportunidade de fazer mamografia, então eu descobri no início, no segundo estágio. Assim que foi diagnosticado o câncer começou avançar, porque o doutor disse que era triplo negativo, a partir de então comecei o tratamento às pressas e em um mês, fiz a cirurgia e sigo com o tratamento.

E realmente é triste! A gente leva um choque... porque eu não sentia nada, não tinha dor, não tinha sinal nenhum, então é difícil você acreditar, uma pessoa chega em você e diz que um simples exame afirma que você tem câncer. Aí pronto... a primeira coisa que passa na cabeça é que eu vou morrer... Ai meu Deus!!! Eu sou tão nova... por que eu???

E a pergunta que fica é, da onde vem? Na minha família não tem nenhum caso de câncer, eu sou a primeira. É difícil!

Dai a gente conversa com um, conversa com outro... até cair a ficha. E realmente, eu só me dei conta, quando eu operei, quando eu comecei o tratamento no hospital e encontrei outras pessoas na mesma situação, com o mesmo problema. Neste momento eu aceitei que eu estava com câncer, mas agora eu não estou mais! Estou curada!!!"


Maria – 49 anos.

"Sou casada, tenho dois filhos e em julho de 2016 eu descobri o câncer de mama, e já em setembro consegui fazer a cirurgia e tirar o quadrante. No momento que eu fui começar a quimioterapia, foi constatado que eu ainda tinha um câncer, daí em dezembro do mesmo ano, fiz uma cirurgia e retirei a mama toda. Em janeiro desse ano comecei o tratamento da quimioterapia. Foram dezesseis sessões e mais vinte e cinco sessões de radioterapia que acabou o mês passado. Agora tenho retorno em novembro para fazer novos exames.

Como minha mãe teve câncer de mama, quando eu descobri parecia que já sabia e desde então a minha cabeça sempre foi boa. Sem revoltas... Nunca chorei e nem questionei em relação à doença. Agradeço a Deus todos os dias por me tornar uma pessoa melhor."



Carla Stuart - Professora de Zumba

"Eu morava em Salvador (BA) quando percebi um caroço no meu seio e resolvi ir ao médico. Daí a médica me examinou e disse que eu não precisava me preocupar, pois não era nada maligno. Porém algo dentro de mim me dizia que era câncer. Mas a confirmação mesmo veio na igreja, por meio de uma revelação. Lá eu ouvi que não era pra eu me preocupar, pois essa doença não seria para minha morte, e sim para a minha cura. Eu mudei para São Paulo e iniciei o tratamento bem rápido. Foram dias bem difíceis, com dificuldades financeiras, mas sempre com o apoio do meu marido. Ele me acompanhou a todas as sessões de quimioterapia, e foi ele que raspou a minha cabeça (inclusive a dele também). Eu sempre fui muito ligada à estética corporal, eu era uma mulher fitness e de repente, me vi com cicatrizes profundas no seio... Mas, precisava trabalhar para pagar o tratamento e não podia deixar a peteca cair!

 Então foi nessa fase da minha vida que encontrei alguns anjos pelo caminho e tive a oportunidade de abrir um estúdio de zumba. Hoje, depois de conhecer tantas pessoas na luta contra o câncer, eu acredito na cura e na superação da doença. Meu estúdio é voltado para trabalhar a autoestima das mulheres, que por algum motivo já não encontram mais motivação e alegria de viver."


Sandra - 47 anos, tatuadora.

"Fui diagnosticada com câncer em junho de 2015. Nunca tive casos de câncer de mama na família, mas quando senti o caroço no autoexame, já tinha algo dentro de mim que dizia que era câncer sim, porém com a fé que tenho em Deus, sairia vitoriosa!!!

Foram dias tristes de muitas dores, mas Deus nunca me abandonou. A única coisa que sofro muito ainda, são as perdas, me envolvo demais com as pessoas, e elas se vão... Se vão para a casa do pai... e a saudade é imensa.

Mas sempre digo: o câncer me trouxe muito mais coisas boas do que ruins. Com ele pude conhecer e viver situações que jamais sonharia participar.

 Cresci como ser humano... e estou pronta para auxiliar."